Lombardia/Regiões Italianas

Certosa di Pavia, o Mosteiro

Certosa di Pavia

Essa é uma excelente dica de passeio para quem vai ficar uns dias a mais em Milão. Que tal visitar um mosteiro cujo início da construção data de 1396 e é considerado exemplo de magnífica beleza? Este mosteiro chama-se “Certosa di Pavia”, ou “Certosa di Pavia Gra-Car (Gratiarum Carthusia)” e está localizado na cidade que leva o mesmo nome.

Na sua origem, a posição do mosteiro coincidia com a margem norte do “Parco Visconteo” do “Castello di Pavia”, onde hoje restam apenas alguns resquícios da construção. A posição era estratégica e como dizem os italianos, “a metà strada” entre Milão, na época capital do ducado e Pavia, também na época a segunda cidade mais importante onde o duque cresceu e onde era sede da corte, no então “Castello Visconteo”.

Fachada principal

A construção de “Certosa di Pavia” foi obra de “Gian Galeazzo Visconti”, cujo lançamento da pedra fundamental para início dos trabalhos de construção ocorreu em 27 de agosto de 1396. A igreja, destinada a ser o mausoléu dinástico dos Duques de Milão, foi projetada com dimensões muito maiores das que foram efetivamente construídas. Como curiosidade, dentro da igreja encontra-se o mausoléu de Ludovico Il Moro e sua mulher Beatrice d´Este.

Detalhe da fachada

A Igreja, projetada em estilo gótico, com planta representando uma cruz latina, é dividida em três naves e toda a sua arquitetura é inspirada, mesmo que em dimensões reduzidas, ao Duomo de Milão. Sua fachada, idealizada por meio de sobreposições de retângulos simples de mármore, é coberta de decorações multicoloridas, texturas, entalhes e estátuas num típico estilo arquitetônico proveniente da Lombardia. Vale lembrar que o complexo recebeu influência do movimento renascentista, sofrendo alterações em sua arquitetura e sendo reconhecido posteriormente como uma obra que reflete o auge da arquitetura renascentista.

Claustro Pequeno

Já o Mosteiro está dividido entre o Claustro Pequeno e o Claustro Grande. Entre 1396 e 1782, o mosteiro abrigou os monges da ordem dos cartuxos e inicialmente habitavam o local 12 deles em uma vida de total clausura. Em 1560 os monges eram responsáveis pela impressão de livretos para missas, corais e do primeiro livro oficial chamado“Carthusiensis Breviarium”. Em 1565 iniciaram-se os melhoramentos arquitetônicos com a construção do “Claustro Grande”, onde o número de celas aumentou em mais 12, totalizando 24 unidades. Estas celas eram dispostas em 2 andares e equipadas para clausura total, onde os monges tinham acesso ao mundo exterior apenas pelo orifício por onde recebiam água e alimentos.

Claustro Grande

Em 1782 os monges cartuxos foram expulsos por “Giuseppe II” sendo confiscados todos os bens e obras de arte ali depositadas, permanecendo o mosteiro fechado até o ano de 1798. Na sequencia, foi restabelecida a ocupação pelos frades Carmelitas até 1810, período em que sofreram violenta invasão por parte das tropas de Napoleão. De 1810 até 1842 o mosteiro foi novamente abandonado, voltando às mãos dos monges cartuxos em 1843, que o ocuparam até 1947. Nesse período, entre ocupações e abandonos, o mosteiro foi definitivamente entregue à administração da ordem dos monges Cartusianos em 1968, permanecendo assim até os dias de hoje. No local, pode-se comprar vários artigos religiosos, e uma infinidade de produtos produzidos pelos próprios monges hoje residentes. É possível também, fazer visita guiada e vale lembrar, a entrada é franca.

De Milão, a viagem de trem dura aproximadamente uma hora e poucos minutos, pois embarcando na estação central de Milão (Milano Centrale), deve-se fazer a baldeação na estação de Rogoredo (Milano Rogoredo), descendo então em Certosa di Pavia. Da estação, de onde pode-se observar o Mosteiro, a caminhada até o local é de aproximadamente 1 km, o que equivale a uns 12 minutos. Pegando-se o trem regional (Treno Regionale), a passagem custa a partir de € 3,45 e você pode comprá-la clicando aqui. 

GALERIA DE FOTOS by JEAN PONCHIROLI

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2 pensamentos sobre “Certosa di Pavia, o Mosteiro

  1. Jean, seu trabalho me encanta sempre e cada vez mais pelos detalhes, pela perfeição, pela beleza contida em cada um. Você é genial!

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